quarta-feira, 14 de maio de 2008

i wanted to be so perfect, you see.

sábado, 10 de maio de 2008

as flores de plástico não morrem, já disse alguém que eu não lembro.
mas eu só tenho as de papel,
e elas pegam fogo.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

meus dois olhos abertos no escuro e shhhh:





você brilha.









[não tenho mais tanto medo.]

quinta-feira, 8 de maio de 2008

não sei nomear.


o que é algo 'não sei nomear'? bem, vou explicar. eu descobri, recentemente, isso de 'não sei nomear'. foi pensando: ah, eu gosto de sorriso de criança, eu amo balões e eu '...' sentir saudades. faltou uma palavra pra descrever. é além de gostar e amar. além de todas as palavra exaltantes existentes. procurei no dicionário e ele falhou, pela primeira vez. nem eu nem vocês saberiam nomear um sentimento que é maior que palavras, maior que sorriso, maior que coração, maior que alma. acho que um sentimento 'não sei nomear' é que é um sentimento de verdade. ele não se esconde em nomes. ele não é diminuído e banalizado. só que nem todas as pessoas podem sentir algo 'não sei nomear'. é raro, entende? por isso eu nunca tinha pensado nisso. porque não acontece em todos os mares nem céus. algo como isso só vem pra quem aprende a voar e tem mil sorrisos na barriga, no lugar de borboletas. mesmo que às vezes doa doa doa como farpa de madeira no dedo. caco de vidro no pé. cisco no olho.

e eu estou bem 'não sei nomear'.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

não sei escrever.


a gente se levanta. ok, a gente se levanta. mas é tão rápido que a vista escurece e ficamos tontas. o pé formiga. daí dá o medo. a gente senta de novo. eu entendo, mas não gosto. pra quê sentar de novo se já tá de pé? eu não me sustento no ar, preciso da mão ali. na minha, segurando a minha "alma". não é confortável? um pouco, tem o nervosismo. e eu me pego roendo as unhas até sangrar. do meu cabelo cai a faixa. de trânsito eu não entendo, você sim. então eu corro e você anda. não não, o contrário. direções opostas? não sei. eu pintaria o mundo todo com a tua cor. esbanjaria sorrisos e você ficaria feliz e me acharia super saudável e tudo. ótimo. mas eu não sei qual é a tua cor. talvez sejas um arco-íris mais desenvolvido. e não tenho essa cor no meu estojo. então eu só imagino. imaginar é perigoso. mas hoje em dia, o que não o é? um dia de manhã pra não ser o dia inteiro, sabe? eu queria ver os vidros quebrando e te levar numa roda gigante. não ias ter medo. eu sim, talvez. passarinhos são delicados assim, eu não. sou a madeira do teu chão, a pedra do teu asfalto. e faço desenhos nas nuvens. pode olhar. vê! vê! eu fujo de mim. tá tudo bem, mas tá preso. o bicho aqui dentro de mim rosna e eu morro de medo. impulsividade não é bonito não, mas sou eu. deculpa. 'vou comer só um biscoito' e quando a gente vê, já comeu o pacote todo.

sábado, 3 de maio de 2008

girassol.



esperando chegar, eu deito aqui no sofá de casa e esse calor que eu finjo ser tu me deixa desesperada. fico de cabeça pra baixo, ligo o ventilador. sobra tanta falta que eu nem sei dizer. ai, ai, ai, ai. porque isso? colorir o vento e sorrir pro mundo. meu deus, eu que nem era, agora sou. por ela. ansiedade. fome, me alimenta. nem milagre, nem mil lágrimas. sorrisos bobos, veja você. eu sei que ela conhece tudo, eu sei. e eu sei que entendo os muros desabando dentro dela. não tenha medo, te faço uma coroa de margaridas.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

sonho, nada.



i'm not sure that i'm right, but i hope you understand.

ouve, tayná, ouve. mas eu não quero nem tocar a minha pele, não. dói o vento. esse vento que conta tanta coisa, ele dói, sabias? colorir o ar é fácil, é só abrires a boca. então me fecha os olhos que eu não consigo mais dormir. me roubam os sonhos, me roubam as palavras e eu começo a ser só escrita. só papel. divorcio o meu peito do teu e eu não sou jesus, não sou. e sabes que corro, corro. te afoguei dentro de mim. já nem podes sair, sair já nem podes. eu solto a linha. eu escrevo uma linha. eu custuro uma linha. eu sigo a linha. eu não sei de nada, eu nunca soube. eu ainda nem nasci! ainda estou guardada no ventre de alguém (o teu?). nunca me venha a parir. não. quero morrer sem ter nascido. quero morrer engolindo o que vem de ti. quero.