sexta-feira, 13 de junho de 2008

tudo.


deitada na grama do pensamento meu. olhando pro lado. vida por todo canto, se exibindo pra mim. e a morte se oferecendo em todas as coisas. mas eu não quero. roupagens novas para o mesmo e velho sentir do coração. ruas que me esquecem o nome e que travam a língua do meu cérebro. as pessoas dançam certo numa linha. porque as mãos não deslizam mais? vou escorregar pelo teu pensamento e te assaltar os sonhos, sem pedir desculpas. lugares vazios e outros marcados. eu vou beijar a tua cintura e chamar o teu arrepio de meu. sinônimos de ti, não existem. nada me diz sobre nada e continuo caminhando sem saber que pé por na frente primeiro, se ando torto ou não. o sapato anda apertado demais. ou será o peito? acho que o coração cresceu. talvez eu exploda e tu só percebas quando cair no teu teto, pedaços de ti. eu preciso acreditar que os meus olhos brilham mesmo quando os teus estão fechados. duas pernas com o teu nome, e cada passo ao teu encontro.
hoje amanhã hoje amanhã hoje amanhã. tu. ontem não existe.

4 comentários:

Henry Heimlich disse...

Eu vou confessar. Eu sempre leio os teus posts, mas eu fico tão embasbacado com o modo que você escreve que eu não consigo comentar nada à altura e ficar falando o tempo todo "caramba, isso é muito legal" ou "Meu deus, você escreve muito bem" enche o saco de qualquer um. Mas eu realmente gosto de todos.

Splish Splash.

Ni ... disse...

Tomara que logo tudo ache o seu lugar...

Beijo dona moça...

ana disse...

você tem a sua beleza . mas a minha é estomacal.

Mancha disse...

"Eu vou confessar. Eu sempre leio os teus posts" [2]

Eu realmente gosto do poder que tu tens com palavras... e mesmo quando elas não se completam (tipo: quando tu não queres completar), elas ainda assim ficam boas, até melhores, porque prende à leitura, e eu sempre rio disso (não sei o motivo)!
Gosto de como tu tornas tudo tão humano e próximo! Um dom? Talvez seja!E que bonito!!!!!

Ah... cara, eu sou fã do teu blog!